Comunidades virtuais

Comunidades virtuais

Comunidades virtuais são pontos de partida, e não pontos de chegada. São pontos num espaço-tempo determinado; bancos de praça para encontrar amigos, conversar fiado, discutir o futuro do mundo, rever antigos colegas, conhecer novos vizinhos.

Os portais virtuais, por outro lado, são encruzilhadas, pontos de encontro. Ilhas de conveniência. As comunidades são pequenos nós da grande trama da geopolítica do ciberespaço. São caminhos abertos por excelência, e não foram feitos para serem fechados.

Querer transformar um portal em ponto só de chegada é barrar caminhos, é fechar e obstruir aquedutos de dados. As supervias da informação podem ser tudo, menos vias de uma mão só.

Tentar delimitar ou cercear o livre-fluxo das redes é quebrar um de seus princípios básicos: a interatividade dinâmica de mãos múltiplas.

Querer transformar portais em grandes fortalezas seguras é querer transformar um grande mar livre em pequenas ilhas, prisões domiciliares. Forçar o pagamento de pedágio para acessar condomínios fechados de informação é restringir o acesso (que deveria ser público), criando bancos de dados ao estilo feudal.

Instalar barreiras vai frontalmente contra o espírito das redes - que é o de multiplicar caminhos. A rede baseia-se, sobretudo, no livre trânsito de dados, na informação livre, na diversidade transparente.

[© Rosy Feros, 1999]

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