O caminho se faz ao navegar

Para quem quer navegar, a mira é o mar. Não a terra. Querer encontrar a todo custo terra à vista é o desejo de quem não quer navegar.

Quem quer pisar a segurança da terra, não sai pelo mar a navegar. Aos caminhantes, foram feitos os caminhos. Aos navegadores, foi feito o mar.

Os caminhos da rede não foram feitos para serem bloqueados. As redes do homem cibernético cruzam fronteiras: estão no céu, na terra, no mar.

Como disse Amyr Klink:

"O medo de quem navega é a terra."

[© Rosy Feros, 1999]

 

"(...) Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar

Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar

Caminhante não há caminho
senão há marcas no mar... (...)"

Antonio Machado, in "Cantares"

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