Vaga memória

Eu me vejo como sempre me vi:
irreconhecível.

Onde minhas alegrias andarilhas,
meu ser íntimo descolado da planície?

Se sou vaga, sou da multidão.
Meu rosto incompreensível,
que nem ameaça os insetos.

Minha liberdade insuportável de ser eu mesma
anuncia:
o caos surge das águas não navegadas,
do mar esquecido.

 

[© Rosy Feros, 2010]

 

 

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