Você pode estar se perguntando: por que fractoscópio?

Do mesmo modo que um microscópio ou caleidoscópio, o fractoscópio também é um instrumento de ver as coisas. Neste caso, trata-se de um instrumento imaginário criado para visualizar as formas fractais, fragmentadas que compõem um todo.

Um instrumento para observar

O nome "caleidoscópio", por exemplo, deriva das palavras gregas "kalos" (belo, bonito), "eidos" (imagem, figura) e "skopeo" (olhar para, observar). Ou seja,  um instrumento para se observar imagens bonitas. 

Assim, por analogia, podemos dizer que o fractoscópio é um instrumento imaginário para se observar fractais (do latim, "fractu" significa fração, pedaço partido ou quebrado). 

O que seriam esses fractais? Os pedaços coloridos, os fragmentos que compõem o mosaico digital de nossa cibercultura.

 

 

Uma forma de ver o mundo

Mais que um instrumento em si, o fractoscópio é uma forma de ver, um tipo de percepção. Gosto de me deter em um tema qualquer e analisar suas partes componentes, pois penso que pela compreensão dos detalhes chegarei à compreensão do todo.

Esta é a forma como vejo as artes e as ciências em geral, assim como a comunicação humana pelas redes telemáticas: um gigantesco mosaico neolítico composto por inúmeros fragmentos que se fundem e se misturam, que se relacionam e se influenciam mutuamente ao infinito, e cuja visão minuciosa das partes por vezes nos parece impossível.

Em nosso momento histórico atual, em que proliferam tantas vertentes e estilos, penso que utilizar o fractoscópio parece interessante. Com ele, podemos ver os pedaços coloridos que compõem nosso mosaico tecnológico-digital tão rico e, quem sabe, isto nos ajude a compreender o espírito de nossa época.

 

Um espaço de experimentação

O Fractoscópio também funciona como um laboratório digital-híbrido: um espaço de experimentação literária, que conjuga literatura/poesia com crítica cultural, ensaios sociais e arte multimídia.

A proposta de poética do ciberespaço busca desbravar e/ou repensar a nossa condição contemporânea de existência sob a luz das novas tecnologias, da internet e da cibercultura. Mas isso através de uma lente literária, simbólica, experimental, que faz uso da linguagem poética para revelar as sutilezas muitas vezes despercebidas de nossa vida digital.

Ou seja: o Fractoscópio não se propõe apenas a ser um blog ou uma revista tradicional, mas um conjunto experimental de textos e fragmentos de pensamento (veja os "Cacos Telemáticos") que mistura gêneros, reflexões e sensações, e que se vale da poesia das palavras e das imagens para criar uma espécie de meditação sobre a contemporaneidade digital.

Não à toa, o tom do site é marcadamente reflexivo, poético, existencial, muitas vezes metafórico.  A poesia, aqui, é tratada como uma espécie de costura simbólica, que evoca a atmosfera de tecelagem e pretende juntar fios diversos: arte, comunicação, tecnologia, ciência, cultura, sociedade, corpo, identidade.

A própria ideia de "fragmentos" ou "cacos", assim como o uso de termos como “cibercultura”, “hipertexto”, “rede”, “digital”, “telemática”, “internet”, “conectividade”, são uma tentativa de responder, de modo literário e simbólico, às questões trazidas pela era digital.

Em outras palavras: os fios diversos que o Fractoscópio busca reunir, através da poesia, são os fios que formam a nossa modernidade tecnológica. E é justamente através desses fios/narrativas que podemos enxergar melhor os cacos/fractais da tessitura simbólica contemporânea.  

Animated newton fractal

Veja o mapa do site.

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