Os cabelos de Maya
A rede é o paraíso em forma de caos, totalmente fractal. E é nela que as idéias de céu e inferno se fundem e se misturam, tornando-se ambivalentes. Estar perdido é encontrar-se. Estar mergulhado em vários sentidos é encontrar a sua verdade. Tudo ao contrário do que nos disseram antes!
Esta revelação pode ser o céu, para uns. Para outros, o inferno.
Um link apenas, e você vai para um lugar jamais pensado, até parece que mudou de assunto. Mas são apenas os véus da ilusão, os cabelos de Maya. Uma outra maneira de dizer/ver a mesma coisa. Não é que você mudou de assunto, apenas encontrou novas perspectivas, ampliou o sentido do tema. Descobriu novos mares.
Depois dessa aparente mudança de assunto, você está apto a dar mais e mais saltos, até onde sua imaginação mandar. O destino, então, passa a conspirar a seu favor. E você acaba encontrando coisas inusitadas, novas, reconhecidas, íntimas. Um verdadeiro processo de autoconhecimento.
[© Rosy Feros, 2000]
“Maya é o véu da ilusão, que ao cobrir os olhos mortais, lhes faz ver um mundo que não se pode dizer se existe ou não”.
Schopenhauer (1818)





