Neoluditas, quem sois...?!
A vossa voz é forte, mas não é inatacável. A voz do futuro clama e é imperial. Não podemos nos dar o luxo de sermos antiquados! As nossas ideologias já são um antiquário de velhas fórmulas, equações desclassificadas pela voracidade do tempo...
Onde ficou perdida a nossa...
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Coleciono pedaços e cacos,
fragmento auto-retratos
e re-engenho células.
Da metamorfose é meu extrato.
Passo a passo, rito a rito,
desenho mosaicos e alimento dígitos.
Meus tijolos de pensar
são jogo de armar infinito.
Gota no oceano e pó de estrela,
no mar de deus eu sou pixel.
No mar de dados,...
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literatura tecida
ao sabor das linhas:
a poesia brota da entrelinha
da prosa de todo dia
literatura on-line
semeada em dígitos:
cada ponto é um conto
e todo espaço é de encontro
literatura que vale
pela conexão da leitura
e pelo tempo on-line:
papiros de pixel & carne
literatura que...
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o que eu falo
eu escrevo
e digo na velocidade da luz
o que mostro
entrevejo
do abismo que há entre nós
eu não te vejo
mas te percebo
e me mostro
com todos os meus nós
nós que se juntam
e formam estrelas
estrelas formadas
por todos nós
atados estamos
por um só desejo
e mesmo distantes
não...
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nas viagens xamânicas
pelos veios da rede
sinto palpitar o sangue que ardeja
orgânico e verde
veios informáticos
que transformam
a telemática vontade
em ilusão-verdade
na música dos dados
que toca ao infinito
muitos sonhos são congelados
em utopias de silício
navegar pelo mar de dados
é buscar...
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O dedo de deus do homem
de polegar opositor
pinta hoje as cavernas
do mundo digital.
Arca de Noé e Torre de Babel,
o ciberespaço divino
é o elo perdido
de pagãos e ateus.
A colcha é de Babel, a torre é de retalhos:
a Babel que levava a Deus
hoje conduz o homem
ao encontro dos...
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Retalhos, pedaços,
mosaicos de cacos.
Nossa identidade de Babel
é construída em faiança.
Tijolos e células, moléculas,
homens de dígitos.
Idade da pedra e do vídeo:
nossa casa de morar é de silício.
[© Rosy Feros, 2001]
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A questão não é discutir se a rede é um fim em si mesma ou um instrumento.
Interessam os peixes que brotam dela. Ou a aranha que prende, costurando informações.
Entre redes e teias, peixes e aranhas, cada um escolhe sua visão de mundo. A internet pode ser um longo caminho de cinzas... ou um imenso...
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É difícil explicar as ramificações emocionais da conectividade. Como medir, tipificar o tremendo volume de mentes e corações humanos conectados? Como dimensionar o contingente humano num determinado momento do tempo internet, a partir dos mais variados pontos do globo?
Quem participa dos meandros e...
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